quarta-feira, 5 de setembro de 2012

E se o "se" existisse?



Gostar é engolir o orgulho. Sentir ele bater na goela e a barriga retorcer para vomitar. Paixão não sai com refluxo, paixão não sai nem engolindo sabão e lavando o estômago quarenta vezes. Essa sensação de mal estar, frio que parece enojar todo o corpo: é só o orgulho não sabendo pra onde ir.

Uma vez ouvi dizer que para conseguirmos algo na vida, principalmente no amor, é necessário bater várias vezes na porta. Tem porta que é trancada a oito, nove, dez chaves. Não da nem para arrombar.

A vida não segue mansa. É como se cada palavra sufocada entre dentes quisesse ir pelo vento arranhar os ouvidos do sujeito. Ela não me ouviria nem que todos os microfones do mundo estivessem ligados na casa dela, no máximo do meu volume.

Não é um comentário sobre amor, paixões certeiras ou saudade acumulada. Só é uma reflexão de alguém que pensava que não tinha nada a perder, e acabou perdendo quase tudo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ser ou deixar de ser, eis a razão



Todo mundo é um só termo. Gosta ou não gosta, oito ou 80, ama ou odeia.
Todos se fazem de interessante para a menina da festa e de desinteressado para a mulher na cama. A lei dos mais fortes, um sempre se encontra em desvantagem e o que sempre buscamos é: Não ser quem vai embora com a interrogação presa na garganta. 

Tenho vinte e zero anos e sempre achei que sabia demais. Sobre mulheres, homens, amigos e lugares. Sei de  nada, nadinha. Sei nem o que comi ontem no almoço se não for dar uma olhada no lixo. Com o tempo fui percebendo que de um só termo, passei a ser meio termo.

Se ta bom, deixa estar. Se ta ruim, nada que não possa piorar. Se tô apaixonado e não tenho chances, pra quê desespero? Indiretas e suor frio descendo pelo pescoço? Me diga, PRA QUÊ?! A maioria das coisas que falo e penso não tem motivos, e é exatamente por isso que as penso.

Cansei de ter motivos para procurar uma razão. As vezes cansa, não é? Porra, talvez tô lá querendo que a guria me ache interessante e ela só quer um pouco de calma na vida. Dizer que vou em festas, sou dono da melhor boate e frequento os melhores países por hobbie, e ela só quer um cara que diga pra ela dormir cedo que amanhã precisa trabalhar.

Já perdi muitos amores da minha vida por acreditar que eu era o amor da vida delas. Não sou um cara interessante, sou só um cara que se esforça pra ser.

Podem não saber disso, mas sou até legal. Não é porque sorrio só de lado e digo que sexo é a melhor coisa do mundo que eu não tenha sentimentos, mas é que apaixonar fode muito e gozamos pouco. Não da pra entender.

Veja bem, não da pra ser interessante e apaixonado ao mesmo tempo. Um dos dois a gente tem que escolher. O problema é saber qual realmente a gente é, correndo o risco de, talvez, nunca querer ser.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Antes que eu vá


Sempre tive a impressão que ela não ficaria. É como se nela eu visse um desses homens que as mulheres vivem reclamando que não ligam de volta. A gente sabe reconhecer pelo olhar, pelas batidas rápidas do peito esquerdo. Tive que me ocupar de manias que antes odiava: jogar baralho com os amigos, beber destilados em casa de desconhecidos e dar uma de sociavelmente sociável. Ela odiava quando eu era sociável. Me dizia coisas como: "Para de querer aparecer pros seus amigos." Mas no fundo eu sabia que ela só não queria que aquelas meninas solitárias enxergassem um pouco de companhia em mim. Ela nunca dizia, mas eu precisava ser só dela.

Então passei a me encher de álcool e solidão. Essas solidões rodeadas de pessoas que textos clichês e redes sociais vivem falando. Mas a solidão clichê não sabe o que é ser sozinho esperando alguém que realmente existe. Alguém que já esteve ali pelos mesmos motivos que você quer que ela volte.  De qualquer modo, passei a virar um homem triste por dentro e de sorrisos cheirando a álcool por fora. 

Foi a pior fase da minha vida. Passei a fumar e criar planos que nunca seriam reais. Planos de viajar e ser só dela para a vida inteira, afinal, com todo o amor que tinha era impossível não voltar para mim. Por amor a gente volta até pro mais negro dos corações. 

Mulheres e sexo por um tempo foi uma distração compensatória, mas me esvaziava a cada tragada de cigarro que eu dava depois de um orgasmo forçado. Sozinho, triste e cantando poesias vazias pela fumaça que saia de minha boca.

De todas as mulheres que já deitei, gozei e esperei, ela foi a que mais me fez infeliz. Infeliz com sua partida e promessas deixadas na cabeceira da cama quando saiu. Hoje sei que meus amigos só me davam apoio moral, que os livros de auto ajuda só foram feitos para aumentar as prateleiras das livrarias e que o amor estraga até o mais alegre dos palhaços.

Não tenho volta, talvez porque ela também não tenha. Deve estar em alguma esquina por aí reclamando do tempo, da preguiça que sempre teve de voltar de sua faculdade até sua casa, achando que esqueceu alguma coisa enquanto andava com a cabeça nas nuvens.

 Talvez seja essa a nossa diferença: enquanto ela me esquece por ser distraída, me distraio só pra ver se a esqueço.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um amor no divã



A questão é que você sempre foi tão incerta, compreende? Dizer que era o fim nunca foi bem o fim, então pensava que só precisava ir lá, tomar seu ar e um pouco de vinho pra pensar melhor e voltar.

Claro, tinha os dias que tomava suas bebidas e acordava na cama de outro. Uma cama maior e com mais travesseiros do que a minha, daqueles que você afunda quando deita e não pensa em mais nada do lado de fora do prédio. Pensava até que o problema eram os meus travesseiros, por isso fui na melhor loja da nossa cidade e comprei tudo o que você queria, só pra te deixar feliz.

Sempre fiz tudo pra te deixar feliz, não fiz? Talvez por isso sempre voltou. Não, não era por mim. Tinha seus romances de duas semanas e festas cheirando a vodca barata, nesses dias, nunca me procurou. Quando me ligava era pra contar como conheceu um dos rapazes mais lindos e bem sucedidos que já encontrou andando por aí, e que seu coração perto dele parecia um tambor em pleno carnaval.

Essa é a hora que finjo ser seu ombro amigo, não é? Tudo bem, um riso forçado e um elogio de como você é linda para justificar o motivo do homem mais incrível do mundo ter ficado apaixonado por você. Eu poderia ser o homem mais incrível do mundo, mas pra você era só uma ligação pós festa e um encontro pra uma café na esquina da sua casa.

Sempre o lugar mais prático pra você, não? Só que eu não sou o cara mais incrível do mundo, e  o que faço é só pra te fazer feliz.

Passo dois dias decidindo uma roupa pra ir tomar o tal café, enquanto você passa dois dias pensando pra casa de quem vai no final de semana. O auge do meu mês é te ver, o auge do teu é conquistar o rapaz da academia que te ensina como evitar dores musculares.

Pensar que alguns anos atrás me dizia que seu sonho era envelhecer comigo e montar uma casinha de sapê no lugar mais afastado da terra. Levo tudo ao pé da letra, se lembra? Como aquela vez que me mandou te dar o mundo inteiro e te fazer feliz para sempre... Ainda tô tentando.

Só que sei, com o tempo você vai encontrar um cara  que vai te fazer feliz sem esforço, sem travesseiros novos e poemas amanhecidos ao lado de sua cama. Nesse dia eu vou sumir, sumir devagarzinho por dentro feito um caracol com medo.

Nunca vou ser esse tal cara incrível que você sempre procura, mas, se não for pedir demais... Só me deixa tentar ser.

sábado, 4 de agosto de 2012

O passarinho feio



 Quando era mais novo morava em uma vila na rua cinquenta e sete, o lugar mais triste para se viver. As árvores recebiam o silêncio da prefeitura e por isso eram secas e desnutridas, como essas crianças que vemos na África hoje em dia. Quase não fazia sol, o clima não era frio e por isso a sensação era de que sempre havia chovido. "Umidade em alta" - dizia os noticiários. Poucas casas, e vizinhos tão ranzinzas que os enxergava em preto e branco.

Minha família morava lá por falta de opção. Meus avós também eram pessoas em preto e branco, mas meus pais nasceram coloridos, e acho que eles também me enxergavam colorido. A única cantoria que se ouvia na rua cinquenta e sete era as do galo do Sr. Arnaldo - meu vizinho do lado esquerdo. Não era uma cantoria feliz. Pibou, tinha perdido uma das pernas em uma dessas brigas de galo de cidadezinhas vizinhas e seu cacarejar aparentava mais um pedido de socorro do que bom dia.

Naquela época não existia televisão, internet ou essas coisas pequenas que as pessoas levam nos bolsos. Sou um homem muito velho e tudo o que tive na minha vida desde criança foi minha imaginação e um pouco de memória na gaveta.

E foi de uma das minhas gavetas mais empoeiradas que me recordei de Volgo, meu passarinho de estimação.

Costumava ser um moleque que andava pelos quatro cantos da cidade e sempre descobria um novo lugar para se distrair. Uma dessas vezes quando percorria o bosque da mansão Peixoto, após ter entrado pelo muro sem ser percebido, me deparei com um passarinho preto jogado sem jeito no portão do jardim. Me aproximei e percebi sua asa quebrada e um pouco de sangue em seu bico. Não era um pássaro bonito, poderia muito bem se tornar protagonista de um desses filmes do Hitchcock sobre aves que matam e assombram toda uma cidade.

Mesmo assim levei para casa. Sabia que os meus pais iriam vir com o discurso de doenças que bichos de rua transmitem, por isso o escondi. Sei que se fosse um gatinho ou um cachorrinho eles me deixariam ficar com Volgo, mas ele era um pássaro feio e tudo que consideravam feio era ignorado.

Não foi difícil consertar sua asa quebrada, pelo contrário, tive aulas de primeiros socorros na escola quando criança e ele era um bom pássaro, quase não tentava fugir.

Depois de meses Volgo fugiu. Cheguei da escola e encontrei sua gaiola aberta e vazia com todo o alpiste que havia deixado naquela manhã. Sempre deixei sua gaiola aberta, nunca tentei segura-lo comigo, não queria que ele fosse um pássaro triste de uma cidade triste. Só que depois de tanto tempo comigo, andando em meu ombro e comendo a comida do pet shop da esquina... pensei que nunca partiria.

Claro que com a gaiola aberta ele dava voltas pela cidade, mas sempre voltava. Quando ele partiu meus pais pensaram que me encontrava em crise de adolescência, uma garota tinha partido meu coração ou coisa do tipo. Foi com Volgo que aprendi a lidar com a liberdade e que soube que o amor só é difícil quando acreditamos que ele nunca vai embora.

Ele era um pássaro feio de uma cidade triste com pessoas em preto e branco, que ocupou um dos lugares mais coloridos do meu coração. Pode ser só uma história de um velho solitário sentado na varanda de sua casa, mas perdi a conta de quantos passarinhos passaram por minha vida e queriam ter a liberdade de Volgo.


Talvez o amor tenha mesmo cheiro de liberdade.

Ou quem sabe, só aquela tal presença de saudade.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Um conto para pessoas que não são felizes


Essa é a história de um rapaz que morreu de tristeza.

O vi andar na rua umas duas ou cinco vezes. Cabeça baixa, passos alinhados e desastrosamente entrelaçados. Achava engraçado a forma que sua blusa social branca se dividia: uma parte dentro da calça e a outra para fora como quem não se importava com aparência. Foi por isso que notei o rapaz que morreu de tristeza.

Não me lembro se era bonito, lembro que sua boca tinha formato de fruta silvestre e seus olhos nunca sabiam ao certo a cor do céu, pois nunca olhava para cima. A primeira vez que o encontrei estava sentada no banco comendo meu sanduíche antes de ir para o trabalho. O rapaz se sentou ao meu lado falando ao telefone.

- De amor ninguém morre, vou tentar me acalmar.

Desligou o telefone e colocou as mãos fechadas no meio das pernas abertas que esmagavam o chão. Naquele momento jogaria meu sanduíche no lixo e daria um abraço de esmagar o coração naquele rapaz que um dia morreria de tristeza. Mas o sanduíche me custara seis horas de trabalho e de amor ninguém morre.

As outras vezes que o vi foram iguais a primeira, exceto pelo telefone apertado entre os dedos. Ele já não existia. O banco era um ponto de ônibus, ônibus que parecia nunca chegar.

Parece bobagem ou exagero, mas o rapaz realmente morreu de tristeza.

Na manhã de sábado, às oito e quarenta e sete o rapaz foi para o banco esperar o 002, o único ônibus que ia para o final da cidade, quase na divisa entre um estado e o outro. Por viver sempre com a cabeça olhando para chão, creio que não tenha visto o ônibus, pois o mesmo parou, deixou pessoas, levou outras e o rapaz continuou estável.

Minutos depois, antes do meu transporte chegar para me levar até o trabalho, o rapaz olhou para mim. Olhou tão bruscamente que não consegui enxerga-lo, apenas notar que seus olhos eram castanhos e quase não havia cílios em suas pálpebras.

- Tem dias que não da pra fugir.

Atordoada minha única resposta foi um olhar, que o fez prosseguir.

- Minha senhora, fique com meu celular. Ligue para quem achar necessário e conte para quem quiser ouvir: Por amor a gente morre.


E antes que eu pudesse entender o que o rapaz com a camisa branca social desarrumada quis dizer, ele se atirou em um carro preto cromado na quinta avenida. Como se soubesse que o carro estivesse à 60km/h e seu destino escrito nos vidros quebrados de frente ao motorista.

Disseram nas manchetes que ele era algo como "maníaco depressivo crônico". Um rapaz que nunca se encaixou na sociedade e que todos os amigos temiam seu final. Eu não era sua amiga, mas sabia que não era depressão. No meu depoimento sobre o caso não coube a palavra "amor" nos jornais, me falaram que ninguém morre por amor.


Tudo bem, deixe todo mundo achar que era por tristeza.


Essa é a história de um rapaz que morreu de tristeza.

Mas no fundo,

é só mais uma história mal feita sobre o amor.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Lembrando Domingo


Sou uma pessoa tradicional, que gosta de atitudes tradicionais. Somente mais um cara no mundo que tenta se desligar dos sonhos, colocar um sapato e fixar os pés no chão na hora de ir trabalhar. Há duas semanas não tenho andado tão tradicional. Não me perguntei o porquê, só não estou. Comecei minha rotina da noite passada, rotina que nunca tive, tampouco as duas da madrugada. Descobri o poder do álcool, aposto que você que esta lendo já bebeu várias vezes, mas eu descobri esses dias e não tenho estado sóbrio desde então. Não gosto de beber, mas das coisas que gosto e não gosto essa é a única que me desliga do mundo. Vou até a sacada, 02:14 mostra o relógio que comprei no antiquário da cidade, abro e mexo nos ponteiros para tentar fazer voltar o tempo. Nada acontece. Me inclino na varanda para sentir o vento soprar no meu rosto. Abro os olhos rapidamente, me lembro porque comecei a beber e pego uma dose de Whisky. Lembro de domingo e cambaleando caio de joelhos me perguntando pela primeira vez: Por que? 

-

Era o fim, eu sentia desde o começo que era o fim. Percebi não pelo olhar, ou por alguma frase dita indiferente. Percebi pelos ovos. Fritei um para mim, e outro para ela. Como de costume. Ela havia me dito uma vez que gostava de comer seu café da manhã devagar para ficar mais tempo me observando, sentindo meu cheiro que vinha com a brisa da manhã. Percebi que ela tinha terminado os ovos rápido e fiquei apreensivo da sensação que senti. Pouco depois, me chamou na escada sorrindo de lado e me puxando para o quarto. Será difícil sentir tanta vontade de estar lá dentro como naquela vez. Até aquele momento. Quando fui me trocar, percebi ela sentada na cama olhando para nosso retrato na estante. Não precisei dizer nada, ela sabia que tinha de dizer. Iria embora, não me deu motivo nem razão. Simples assim e saiu pela mesma porta que me fez entrar tão feliz. Sabe quando a gente sente que não vai durar? Eu sabia. Foi esse o motivo de ter deixado ela ir sem dizer: Volte meu amor, volte. Me perdoe se estou sendo frio ou sensível demais, como disse sou tradicional e não sei como sou diante dessa situação. Naquela noite sonhei com ela, sonhei que estava sonhando que perdia ela dentro de outro sonho. Sucessivamente assim, correndo dos meus sonhos. Fui até seu prédio e sem me dar conta perguntei ao porteiro se ela se encontrava. Não. Ele disse que ela havia saído e eu perguntei onde estava, como se ele me levasse ao lugar fora dos meus sonhos que ela havia se escondido. Fiquei louco e bêbado. Comprei a aliança no outro dia. 



- Eu não esperava nada dela, por isso não fazia perguntas intensas como: Por que? Ela não acreditava no amor, e eu acreditar não faria ela sentir. Então fazia assim, sentia por mim e por ela. Porém, estava determinado a convencê-la que o modo que as borboletas batem as asas, seu ritmo e suavidade, era o mesmo que sentia no estômago quando estava com ela. Só via uma risada irônica matar as borboletas dentro de mim. Passei uma semana acordando os vizinhos e mandando pessoas da rua entregarem flores a ela no trabalho. Todos voltavam dizendo que ela não estava. Por um tempo achei que estava sendo ignorado. Por um tempo. Até que consegui entrar no prédio, e ao tocar a campainha 54 vezes, resolvi bater na porta ao lado. Havia se mudado para longe, pois estava sofrendo com uma doença terminal. Sai do prédio segurando meu choro, quando começou a chover tornando tudo mais fácil para mim. Nunca havia parado para pensar nos gestos, e expressões dela até então, quando começou a tudo fazer um pouco de sentido. As nuvens me acompanharam a caminho de qualquer lugar tentando encontra-la. Qualquer lugar, onde ela pudesse ao menos ter estado. 



- Voltamos ao início dessa conversa. Estamos tendo uma conversa não? Pois bem, passei 4 longos dias tentando encontrar qualquer sinal de onde ela se encontrava, mas descobri que com ela era assim. Não podia ir atrás, ela que fazia suas regras mesmo sem querer entrar no jogo. Hoje voltei para casa e encontrei uma carta jogada sem jeito do lado de dentro da porta. Quando o destino pega para surpreender, deve ser para provar que realmente existe. Não era conta de luz ou água. Amassei levemente sobre meu peito e comecei a ler: "-- Já deve saber que não irei voltar. Me desculpe, sei que fiz uma coisa muito errada e não queria te olhar ao perceber que talvez eu não era tão certa para você. Estou com medo, sempre tive medo. Você me fazia ser quem eu sempre quis, sempre esperei. Por isso agia com você como se duvidasse de tantas coisas, você esperava isso de mim. Seria mais fácil. Hoje está chovendo, último dia de chuva para mim e ela esta lavando você dos meus cabelos e da minha mente. Estou afastada do mundo e sinto que estou no 20° andar e irei pular sem você em baixo para me segurar. Não irei pular, mas será como se fosse. Estou indo embora, mas estarei com você para sempre. Eu te amo. Sim, depois de você. Eu sempre acreditei no amor."


-- Lembra que cai de joelhos? Pois então, deitei no chão e dormi. Ela voltou para os meus sonhos, eu acho que irei para casa agora. 



(Baseado na música Remembering Sunday - All Time Low)

http://letras.terra.com.br/all-time-low/1067870/traducao.html